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quarta-feira

Sinopse:
Uma adorável lenda local, Copper não era um cão vulgar.
Por vezes descarado mas sempre encantador, carismático e com uma propensão para arranjar sarilhos, este sábio rafeiro — ou cruzado, como ele preferia — teve uma vida impressionante. A sua notável luxúria e a curiosidade canina levaram-no a viajar por todo o lado, por vezes de autocarro com a gata Jessie, parando nos seus pubs favoritos ou perseguindo incautos corredores no parque — um passatempo que quase acabou com a sua vida.
Neste livro delicioso, Copper conta as suas assombrosas aventuras, as idas e vindas, os amores e as perdas — e, claro, como é a vida na alta sociedade.
Esta é a divertida e comovente história de Copper: a história de um verdadeiro herói canino.
Annabel Goldsmith é a filha do 8.º Marquês de Londonderry. Vive em Ham Common rodeada por seis cães e numerosos netos.

A minha opinião:
Devo dizer que ao ler as primeiras páginas não estava a gostar lá muito pois a história era contada pelo próprio Copper que nos relata como foi a vida dele. Mas depois, a história tem tantos atractivos que esta leitura agarrou-me e mostrou-me quanto é difícil a vida de um cão... ou que pode ser tão boa...
Gostei. Não é nenhuma obra primordial mas é muito relaxante e divertido ler este pequeno livro. Um excelente livro para se oferecer agora, por volta do Natal.
(18 de Dezembro de 2007)

domingo


Sinopse:
Uma obra-prima do gótico sexual, esta é a história de Andrew Halfnight, cuja vida, parte sonho, parte pesadelo, começa com uma escolha trágica feita por uma mãe e acaba num abraço de amantes. Pelo meio, atravessa tempestades no mar, na terra e na mente; parentes que matam por amor e amantes que sacrificam os seus corpos; enquanto isso, Halfnight vai chegando cada vez mais perto do seu mistério e do mistério de toda a existência.
O livro remete-nos, afinal, para o enorme medo e fascínio que as mulheres inspiram ao personagem desta obra. São como sonhos invisíveis, como fadas ou soldados, como casas onde à noite recolhemos para descansar. E atrás delas escondem-se sempre os seus desígnios, os seus afectos e perversões.
O autor tem o dom de contar histórias, e mais do que isso, tem um óbvio prazer em fazê-lo. O primeiro toque de clarim contra o monstruoso regimento das mulheres, apesar de ser uma narrativa única está semeada de pequenas fábulas e parábolas que envolvem o protagonista e os que o rodeiam e que tornam o livro irresistível. Os cenários são fulgurantes e bem se pode dizer que Eric McCormack nos deixa presos ao terror que há-de vir e à bizarria dos próximos acontecimentos. O convite é para sentar, abrir o livro e descer ao pântano das memórias.

Excertos:

"- É uma coisa que não tem fim - disse ele. - Descobri isso muito cedo. Estamos rodeados por um oceano de livros. Podes andar de porto em porto sem nunca lançar âncora à mesma terra."
Retirado da página 58

"- Todos os livros são livros úteis - dise ele, olhando à volta do camarote. - No meu modesto entendimento, nenhum livro merece ser lido se não prestar qualquer tipo de informação ao leitor, nem tiver qualquer uso prático."
Retirado da página 60

"(...) Tentava não considerar as consequências de tudo aquilo: a única pessoa nesta ilha negra e remota que parecia preocupar-se comigo era um monstro. Mais uma vez, tinha a sensação terrível de que a minha vida estava desmoronar-se."
Retirado da página 96

A minha opinião:

A sinopse deste livro vai afastar muitos leitores que iriam adorar ler este livro, como eu adorei. Qualquer pessoa que goste de um bom romance tem de ler esta maravilha! Já há muito tempo que um livro não me surpreendia tão positivamente!
Penso que o seguinte excerto, retirado da página 220, traduz a maioria do enredo:
"As palavras saíam-me como brasas quentes que eu cuspia tão depressa como podia. Falei sem parar. Fui direito ao princípio da minha vida e falei-lhe do meu nascimento e da morte da minha irmã, da morte do meu pai, dos momentos finais da doença da minha mãe; falei-lhe sobre a minha viagem para St. Jude a bordo do Cumnock e da minha amizade com Harry Greene; contei-lhe sobre St. Judee sobre o assassínio do meu tio Norman perpretado pela tia Lizzie; falei-lhe sobre a minha estada na Casa da Misericórdia e de como tinha vindo viver para o Canadá; falei-lhe sobre os meus anos de tranquilidade, depois sobre os pesadelos que me levaram a ir à mansão particular, sobre o meu caso com Amber Tristesse; falei-lhe sobre a luta travada com o corpúsculo, sobre a minha viagem até ao motel nas montanhas; falei-lhe sobre a minha experiência com aquela mulher; disse-lhe que tinha sido a experiência mais maravilhosa pela qual alguma vez tinha passado.
Mas quando cheguei ao episódio do meu acidente, disse que não conseguia lembrar-me de nada."
Desta história maravilhosa só falta contar que um antigo amor reaparece quando já tudo parecia acabado dando um novo fôlego ao nosso Andrew. É este amor que o vai reconfortar e libertar de todos os pesadelos, fantasmas e traumas do passado, fazendo com que ele faça as pazes com a pessoa que se tornou. É também através deste novo amor que Andrew Halfnight nos reserva a nós, leitores, uma última e inesperada surpresa.
Gostei muito deste livro! A recomendar!
14 de Outubro de 2007

segunda-feira


"Com esta grandiosa epopeia, é apresentado ao público português um autor de grande notoriedade internacional, que tem vindo a afirmar-se como um verdadeiro autor de culto e é considerado como fonte revigoradora do género fantástico. Os mundos que cria são violentos e intensos, e todavia de uma beleza mágica que nos vai envolvendo pouco a pouco. A sua escrita mantém o leitor suspenso do encadear da acção, pontuada por diálogos límpidos e fluente. E se os seus enredos possuem uma densidade invulgar isso deve-se à plena consistência do contexto histórico próprio.
Mas o maior dom deste autor reside na capacidade de criar personagens muito humanas, capazes de amar tanto como de ser barbaramente ferozes, cruéis mas profundamente vulneráveis, figuras que emanam contudo uma verdadeira graneza épica.
Neste livro, Gemmell apresenta um novo herói de grande plano, Skilgannon, o Maldito, que foi sucessivamente um temido e prestigiado guerreiro, profundamente ligado a duas figuras femininas por laços de amor e de paixão, depois monge, e por fim um homem solitário atormentado e dividido. Este romance conta a sua busca de um misterioso templo, num território habitado por criaturas demoníacas, onde se crê que uma deusa sem idade é capaz de trazer os mortos à vida.
Lobo Branco é um livro que transmite inquietantes incertezas sobre a indefinível fronteira que separa a claridade das trevas dentro dos seres humanos.
David Gemmell nasceu em Londres, no ano de 1948. Publicou o seu primeiro livro, Legend, em 1984. Hoje os seus numerosos títulos tornaram-se habituais bestsellers dos dois lados do Atlântico."
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Um livro muito bem conseguido graças à incrível e intricada construção de personagens e enredos envolvidos por um maravilhoso contexto histórico.
Este livro apresenta-nos uma personagem maravilhosa - Skilgannon, o Maldito -, odiado por muitos mas amado pelos que conhecem verdadeiramente quem é Skilgannon.
Acompanhei, com angústia, a criação de Skilgannon, com todos os seus azares e desaires, sofrimentos e alegrias, até chegarmos a compreender como é que um menino doce, e em muitos pontos inseguro, se transforma no Maldito.
Esta é a história de um amor correspondido mas desde cedo envenenado pela ganância, egoísmo e sede de poder de terceiros, pois como disse uma velha e horripilante feiticeira: "O amor cega-nos para o perigo", e como tal há que abafar esse sentimento que nos deixa vulneráveis quando buscamos o poder e destruímos inimigos.
Mas, por fim, depois de muitos percalços para salvar uma menina que possui mais segredos escuros do que o que pensamos inicialmente, se revela que mesmo um coração envenado consegue sentir Amor.
(10 de Setembro de 2007)

sexta-feira

"Unanimemente considerado um dos mestres actuais do policial, Ken Follett tem a capacidade única de, a cada novo romance, reinventar o próprio thriller injectando-lhe novas e sempre elevadas doses de originalidade, de suspense e de uma inquebrantável impetuosidade literária.
Em "A Ameaça" somos fustigados pelos ventos gélidos do Norte da Escócia em plena véspera de Natal, e pelos inquietantes golpes narrativos de um enredo tempestuoso e surpreendente.
Um poderoso agente antiviral desaparece misteriosamente das instalações da Oxenford Medical, uma empresa farmacêutica que está a desenvolver um antivírus para uma das mais perigosas variedades do Ébola.
Quem o poderá ter roubado? E com que obscuras intenções? Toni Gallo, responsável pela segurança da empresa, está profundamente consciente do valor incalculável daquela fórmula secreta... e da terrível ameaça que o seu desaparecimento pode significar.
Tem então início uma vertiginosa corrida contra o tempo, mas o que Toni, Stanley Oxenford, o director da empresa, e a própria polícia vão encontrar pela frente é um pesadelo capaz de ultrapassar os seus piores receios… Traições, violência, heroísmo e paixão num thriller absolutamente brilhante."
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Do início e até à página 196 (mais de metade do livro) a leitura foi um pouco lenta e muito irritante por causa dos inúmeros erros sintácticos que a tradução tem. Especialmente um erro sintáctico que se repetiu muitas vezes: a substituição de vírgulas por um travessão.
Exemplo: (Excerto da página 195) "(...) Tinha ficado horrorizado ao ver Daisy agredir Susan. Mas isto era mil vezes pior - e Kit não podia fazer nada."
Além de um ou outro erro de tradução, por exemplo: (Excerto da página 127) "(...) As massagens levar-lhe-iam as mágoas; o suor na sauna libertá-la-ia das toxinas; pintaria as unhas, cortaria o cabelo e arranjaria as pestanas."
Ultrapassando todos estes erros de natureza diversa, tenho a dizer que este é um bom triller com muita acção e suspense! A história está muito bem desenvolvida pois somos facilmente absorvidos pela espiral de tensão, acção, suspense e constantes viravoltas finais. Um livro muito bom mas que perde bastante com este mau trabalho da editora portuguesa. É uma pena!
(9 de Agosto de 2007)