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segunda-feira

Sinopse:
De pés descalços, vestida apenas com uma camisa manchada de sangue, Sylvie de Valaines, de 4 anos, erra pela floresta de Anet numa noite. A sua família acaba de ser assassinada, talvez por ordem do cardeal de Richelieu, com o objectivo da recuperação de determinadas cartas comprometedoras. O príncipe de Martigues, um dos netos de Henrique IV, recolhe-a, levando-a para o Castelo de Anet.
Sylvie torna-se dama de honor da Rainha Ana de Áustria, e irá partilhar, sem o saber, o segredo mortal do nascimento do futuro rei Luís XIV. Vai ter de enfrentar o Rei Luís XIII, o cardeal de Richelieu e também o misterioso e sádico assassino da sua mãe.


A minha opinião:
Gostei muito de ler este livro.
Apesar de este mês não ter sido dos melhores para leituras, este foi um livro que adorei saborear as páginas.
Uma história bem contruída e bem contada com muito mistério, amor e outros condimentos literários que nos sabem sempre bem.
Fiquei em pulgas para saber a continuação deste enredo.
(28 de Dezembro de 2007)

domingo


Sinopse:
"«Depois da projecção do filme, ela chega para um debate. Naquela altura era moda, os realizadores virem falar com o público, era preciso fazer debates. Quero comprar um ramo de flores enorme. Não tenho coragem. Tenho vergonha. Como oferecer as flores perante um sala cheia, como afrontar os sorrisos, as graçolas e as roçazinhas? Não compro flores. Levo no bolso o Détruire, dit-elle. Tenho esperanças de um autógrafo. As luzes reacendem-se. E ela está ali.»
Yann Andréa bateu à porta de Marguerite Duras no Verão de 1980, em Trouville, depois de lhe ter enviado inúmeras cartas durante cinco anos. Desde então, nunca mais se separaram. Dezasseis anos de vida em comum entre um «monstro» da literatura e o seu amante, o último, o preferido. Entre eles houve Aquele Amor, que Yann Andréa procurou perpetuar para além da morte."

Comentário:
Quando Yann Andréa bateu com os olhos no nome Duras foi para sempre. Foi no princípio da década de 70, ao encontrar, no apartamento do liceu, a obra Os Pequenos Cavalos de Tarquínia. Leu e releu todos os seus livros, leu intensamente todas as palavras. Na primeira vez que a viu, em 1975, teve a confirmação de que nunca mais a deixaria. Escreveu-lhe cartas atrás de cartas, até que, em 1980, ganhou coragem e bateu à sua porta em Trouville. Desde aí, nunca mais se separaram. Viveram 16 anos em comum até ao último suspiro do grande "monstro" da literatura. É essa história de paixão e obsessão que Yann Andréa resolveu tornar pública, num livro que retrata aquele amor e que pretende ser a sua derradeira carta de amor a Marguerite Duras.

Excertos:
"Continuo em ter dificuldade em dizer a palavra. Não conseguia dizer o nome dela. Só escrevê-lo. Nunca conseguí tratá-la por “tu”. Por vezes ela teria gostado. Que eu a tratasse por “tu”, que a chamasse pelo seu nome. Não me saía da boca, não conseguia. (...) E essa impossibilidade de a chamar pelo nome, acho que vem disto: primeiro li o apelido, olhei para o apelido, o nome e o apelido. E esse nome encantou-me imediatamente. Esse pseudónimo literário. Esse apelido emprestado. Esse nome de autor. Esse nome agradava-me simplesmente. Esse nome agrada-me infinitamente (...)
Sou um leitor. O leitor primordial, visto amar todas as palavras, integralmente, sem qualquer contenção. E esse nome de cinco letras, DURAS, amo-o absolutamente. Caiu-me em cima. Nunca mais a deixei e não a consigo deixar. Nunca. E ela também não."


"Você morreu a 3 de Março de 1996 às 8 horas e 15, na sua cama, na rua Saint-Benoît. Eu não vim. Deixei-a. Você morreu. Eu não. Eu fiquei cá e estou aqui a escrever-lhe. E isto fá-la rir: mas por quem é que ele se toma, por um escritor, esta agora. Você ri. E diz: não tem mais nada para fazer, só escrever, não interessa o quê, continue, tem um tema maravilhoso, um tema de ouro, sou eu que lho digo, vá, pare de se armar em parvo, escreva, não vale a pena matar-se, não se faça de imbecil.
Qual é o tema.
E então aparece o sorriso. A sua cara torna-se numa cara de criança, uma criança que sabe, que sabe tudo na inocência perfeita de um ser inaudito. Nesse sorriso da cara toda, da cabeça toda, do espírito todo, do coração todo, poder-se-ia dizer, você diz: o tema sou eu."

"Se calhar não devia ter dormido, se calhar devia tê-la ouvido mais, estar mais presente, amar mais, nunca o fazemos o suficiente, não podemos imaginar que o último dia está muito próximo, não podemos porque você fala noites a fio, deveríamos, sim, fazer mais, mas o quê, inventar uma espécie de amor ainda maior do que aqueles livros, mas como fazê-lo, como é possível. Certas noites eu queria dormir e dizia-lhe para se ir embora, para ir para o seu quarto, sozinha perante a morte, certas noites já não aguentava mais, mandava-a embora, fazia-o e nunca uma queixa, ia para o seu quarto furiosa à espera de morrer. No dia seguinte voltava.
Estamos sozinhos fechados neste apartamento da rua Saint-Benoît. Esperamos pelo último dia. Só sabemos isso."

A minha opinião:
Esta é a última e derradeira carta de amor desta relação intensa e tempestuosa. Uma tentativa de expressão dos acontecimentos e sentimentos sentidos por Yann Andréa aquando da sua relação com a grande escritora Marguerite Duras. Uma expressão algo caótica de descrições e expressões.
Achei muito interessante este ponto de vista em primeira mão de um relacionamento amoroso com uma autora conhecida mundialmente, mas por vezes senti que o autor era um pouco melodramático demais ao retratar-se como o pobre coitadinho à mercê das vontades de uma mulher confiante e poderosa no seu mundo.
Talvez por ter iniciado a leitura deste livro com elevadas expectativas eu própria tenha ficado insatisfeita com o que o livro me transmitiu. Emboa não possa, de maneira alguma, diminuir a extrema beleza de algumas frases (ver excertos).
(6 de Outubro de 2007)

segunda-feira

"Um dos maiores romances franceses do século XIX e a mais célebre história de amor por uma cortesã.
Armand Duval é um jovem estudante de Direito na Paris de meados do século XIX. Jovem recatado, vindo de uma respeitável família burguesa interiorana, apaixona-se por Marguerite Gautier, nada mais nada menos que a mais cobiçada cortesã dos salões e teatros parisienses. Marguerite – vendida, corrompida, perdulária, amante de vários homens – corresponde ao amor do jovem, que provoca uma reviravolta na vida da jovem prostituta. Mas o futuro dos dois amantes enfrenta os mais rígidos obstáculos.
Escrito pelo francês Alexandre Dumas filho a partir da sua experiência autobiográfica com a cortesã Marie Duplessis, A dama das camélias é uma das mais célebres narrativas longas do século XIX – o próprio século de ouro do romance europeu.

No livro, lançado em 1848 com enorme sucesso, assim como em toda a sua obra, Alexandre Dumas filho – filho bastardo do autor de O conde de Monte Cristo, Os três mosqueteiros – faz um ajuste de contas com a sociedade que o humilhara. A dama das camélias foi adaptado para cinema e teatro inúmeras vezes, entre as quais na ópera La Traviata, de Giuseppe Verdi.
A engenhosidade da estrutura, a limpidez e beleza do estilo, a honestidade no tratamento de uma das mais antigas facetas da sociedade humana – a prostituição – e a pungência com que desvenda as hipocrisias humanas fazem-na a obra-prima de Alexandre Dumas filho, que ainda hoje se lê de um fôlego só.
Alexandre Dumas filho nasceu em Paris, em 1824, filho ilegítimo do escritor Alexandre Dumas (autor de O colar de veludo, entre outros). Muito cedo Alexandre filho tornou-se observador da sociedade da época. Em 1842 conheceu a famosa cortesã, Marie Duplessis, de quem tornou-se amante e com quem rompeu em1845. Marie Duplessis faleceu em fevereiro de 1847, e sua morte afetou profundamente o escritor, que se isolou para escrever uma história baseada no seu romance com a cortesã, que atingiu um sucesso estrondoso. Em 1851, adaptou A dama das camélias para o teatro, e a peça foi acusada de imoralidade. Alexandre Dumas filho foi eleito para a Academia Francesa de Letras e sua fama rivalizou internacionalmente com a de seu pai. Morreu aos 65 anos, em 1895."



Uma belíssima história trágica de amor que me encantou profundamente e tive de ler duas vezes! Simplesmente adorei!
(27 de Agosto de 2007)

terça-feira

"Situada no período da Restauração que se seguiu à queda do Império Napoleónico, a acção dá-nos com impressionante realismo o ambiente de uma modesta pensão familiar- a casa Vauquer- e coloca-nos perante uma série de personagens entre as quais avultam Vaultrin, o forçado cínico que não olha a meios para conseguir os seus fins; Rastignac, o jovem estudante ambicioso que para singrar na vida e conquistar o seu lugar na alta sociedade a esta sacrifica, mais ou menos inconscientemente, muito do melhor de si próprio; Madame Vauquer, a hospedeira para quem a sua miserável pensão está acima de tudo, e finalmente Goriot, um pobre homemque levado pelo seu louco amor às filhas tudo lhes sacrifica até aos seus derradeiros momentos de vida, sem nada receber em troca, nem sequer a presença reconfortante daquelas por quem chama em vão na sua agonia.
Ridicularizado pelos comensais da pensão de Madame Vauquer, onde vive miserávelmente espoliado pelasa filhas casadas na alta sociedade, que dele se envergonham, o Tio Goriot não é apenas o símbolo de uma época, é um dramático exemplo de todos os tempos."
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É um livro muito interessante que retrata a miséria humana e quais as suas causas.
Tenho que confessar que me ao ler este livro invadiu-me uma grande tristeza por ver tão claramente exposta a realidade de muitos idosos.
É de uma leitura muito fácil e acessível. Nada daqueles coloquialismos da época que tantas vezes encontramos nas obras ditas 'clássicas'.
Apesar de o fim ser aquele há muito anunciado na sinopse é um livro muito bonito e rico em situações e sentimentos.
(20 de Agosto de 2007)