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domingo

"Com imenso talento, subtileza e inteligência, Gao Xingjian percorre, nestes seis inesquecíveis contos, os lugares da infância, as alegrias simples do amor e da amizade, os dramas da rua e as tragédias vividas pela China. Sorrisos e lágrimas atravessam esta leitura, que nos deixa o belo e suave sabor da emoção. A revelação de um dos maiores escritores da actualidade. Prémio Nobel de Literatura"

"A vida é uma coisa estranha. Composta por fragmentos, momentos, lembranças, pessoas conhecidas e desconhecidas, tocamo-la mas raramente a compreendemos. Mas para quê compreendê-la? Por que não observá-la e contar as suas histórias? As histórias da vida..."
Por Diego Armés dos Santos
"Este livro não tem regras. Estas histórias não têm importância. Não existem por aqui heróis. Nem anti-heróis. Este livro contém beleza. Estes são alguns dos atributos que fazem de “Uma Cana de Pesca para o meu Avô” um objecto literário peculiar."
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Acabei de ler este livro e devo dizer que foi, na minha opinião, uma leitura um pouco decepcionante.
Este é um livro de 6 contos ("O templo"; "O acidente"; "A cãibra"; "Num parque"; "Uma cana de pesca para o meu avô" e "Instantâneos"), em que dos seis gostei de apenas dois.
O primeiro que me agradou foi "O Acidente". Lembrou-me muito dos chamados 'mirones' portugueses.
Este conto só veio tristemente evidenciar que a classe social 'mirones e companhia' é um fenómeno universal!
O segundo conto que gostei foi "A cãibra". Uma história simples de sobrevivência, em que essa mesma sobrevivência se une com uma luta contra a solidão.
(15 de Julho de 2007)

"«'Seria uma pena', pensou 'se o ganso se fosse embora. Seria uma grande perda para o pai e para a mãe se tivesse partido quando chegassem da igreja.'
Ao pensar isto, mais uma vez se esqueceu totalmente de como era pequeno e impotente. Deu um salto para o meio do bando de patos e pôs os braços à volta do pescoço do ganso.
- Oh não! Desta vez não vais! - gritou.
Mas nesse mesmo instante o ganso descobrira o que devia fazer para se erguer do solo. Não conseguiu libertar-se do rapaz e, por isso, Nils voou com ele.»

Assim começou a espantosa viagem de Nils Holgersson através da Suécia. Nesta história encantadora da escritora sueca Selma Lagerlöf (Prémio Nobel em 1909) está presente o mesmo toque mágico que nos comove em 'O Pricipezinho' e o maravilhoso das fábulas de La Fontaine.
Nils Holgersson, transformado em gnomo, parte para a aventura nas costas de um ganso. Com ele, partimos também nós para uma viagem pelas melhores recordações da infância."

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Num registo claramente de fábula e encantamento, a autora levou-me numa viagem pela Suécia da sua infância. Absolutamente maravilhosas são as suas descrições, quer de zonas e localidades, quer de usos e costumes.
Será dizer pouco que fiquei com MUITA pena de não ter lido este livro quando tinha 9 a 14 anos! Com toda a certeza que me teria enriquecido muito!
Selma Lagerlöf... um nome a reter, a ler e reler!
(24 de Junho de 2007)