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quarta-feira

Sinopse:
É a comovente história do menino Zezé, de seis anos, pobre, inteligente, sensível e carente de afeto que não encontra na família, o endiabrado garotinho sai pelas ruas fazendo mil travessuras.
Aprende tudo sozinho, é o "descobridor das coisas". Descobre a ternura é o carinho no amigo "Portuga". Inventa para si um mundo de fantasia em que o grande confidente é o Xururuca, o pé de Laranja Lima. Mas a vida ensina-lhe tudo cedo demais, e Zezé descobre o dor e a saudade. "Por que contam coisas às criancinhas?"

"O leitor vai encontrar a história comovente do menino Zézé, de seis anos, um rapaz pobre, inteligente, sensível e carente. Com a falta de afecto que não encontra na família, o endiabrado rapaz vai pelas ruas fazendo mil travessuras. Zézé aprende tudo sozinho, é o "descobridor das coisas". Descobre a ternura e o carinho no amigo "Portuga". Inventa para si um mundo de fantasias em que o grande confidente é Xururuca, o pé de Laranja Lima. Mas a vida ensina-lhe tudo demasiado cedo, e Zézé descobre o que é a dor e a saudade"
Excerto:
"- Olhe Titio, quando eu era pequenininho eu achava que tinha um passarinho aqui dentro e que cantava. Era ele que cantava.
(...)
- Vou explicar para você, Zezé. Sabe o que é isso? Isso significa que você está crescendo. E crescendo, essa coisa que você diz que fala e vê, chama-se o pensamento. O pensamento é que faz aquilo que uma vez eu disse que você teria logo...
- A idade da razão?
- Bom que você se lembre. Então acontece uma maravilha. O pensamento cresce, cresce e toma conta de toda a nossa cabeça e nosso coração. Vive em nossos olhos e em tudo o que é pedaço da vida da gente.
- Sei. E o passarinho?
- O passarinho foi feito por Deus para ajudar as criancinhas a descobrirem as coisas. Depois então quando o menino não precisa mais, ele devolve o passarinho a Deus. E Deus coloca ele em outro menininho inteligente como você. Não é bonito?"
Excerto das páginas 67 e 68
A minha opinião:
Uma leitura absolutamente maravilhosa que me fez chorar imenso.
Um livro que toda a gente, em qualquer idade, deve ler.
Maravilhoso!
1 de Janeiro de 2008

sábado

Sinopse:

Em "Chocolate à Chuva" (terceiro volume da trilogia que começa com "Rosa, Minha Irmã Rosa" e prossegue com "Lote 12, 2.º Frente"), Mariana é confrontada, entre outros problemas, com um bem difícil: o divórcio. Os pais da Rita, sua amiga de sempre, tomam essa decisão. É a ruptura. É o fim da "casa da Rita", é o "tremer" das coisas sólidas. Mariana vai entrar no emaranhado dos "quês" e "porquês" e vai sentir-se impotente para ajudar a Rita. Mas "Chocolate à Chuva" é também uma maneira fascinante de acompanhar o crescimento de uma adolescente atenta não só ao que se passa em redor dela mas também à sua própria evolução.

A minha opinião:
Gostei bastante. Peguei neste livro apenas para tentar acabar o desafio do alfabeto de autores e não esperava que gostasse tanto de o ler.
Um livro muito bem escrito, com uma linguagem extremamente acessível a exprimir sentimentos e conflitos que se sente quando os nossos pais se separam. O turbilhão sentimental desencadeado por este acontecimento é retratado pela autora Alice Vieira, com uma simplicidade que me comoveu. Conseguiu transmitir por escrito o que a maioria dos adultos não conseguem nem falar.
29 de Novembro de 2007

domingo

"«'Seria uma pena', pensou 'se o ganso se fosse embora. Seria uma grande perda para o pai e para a mãe se tivesse partido quando chegassem da igreja.'
Ao pensar isto, mais uma vez se esqueceu totalmente de como era pequeno e impotente. Deu um salto para o meio do bando de patos e pôs os braços à volta do pescoço do ganso.
- Oh não! Desta vez não vais! - gritou.
Mas nesse mesmo instante o ganso descobrira o que devia fazer para se erguer do solo. Não conseguiu libertar-se do rapaz e, por isso, Nils voou com ele.»

Assim começou a espantosa viagem de Nils Holgersson através da Suécia. Nesta história encantadora da escritora sueca Selma Lagerlöf (Prémio Nobel em 1909) está presente o mesmo toque mágico que nos comove em 'O Pricipezinho' e o maravilhoso das fábulas de La Fontaine.
Nils Holgersson, transformado em gnomo, parte para a aventura nas costas de um ganso. Com ele, partimos também nós para uma viagem pelas melhores recordações da infância."

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Num registo claramente de fábula e encantamento, a autora levou-me numa viagem pela Suécia da sua infância. Absolutamente maravilhosas são as suas descrições, quer de zonas e localidades, quer de usos e costumes.
Será dizer pouco que fiquei com MUITA pena de não ter lido este livro quando tinha 9 a 14 anos! Com toda a certeza que me teria enriquecido muito!
Selma Lagerlöf... um nome a reter, a ler e reler!
(24 de Junho de 2007)