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sexta-feira

Sinopse:

Autora nomeada e finalista do NATIONAL BOOK AWARD. O lugar para onde fugimos quando todas as paredes desabam sobre nós, é muitas vezes exactamente o que temos que rejeitar para poder sobreviver. Quando a culpa nos persegue, a vingança parece esconder-se em todas as sombras.

Danny era um jovem popular e promissor. Howie era obeso, solitário e objecto de chacota. Os dois primos ficaram marcados na adolescência por uma brincadeira com consequências trágicas que mudou as suas vidas para sempre. Principalmente a da vítima, Howie. Vinte anos mais tarde, Howie pede ajuda a Danny para restaurar um castelo na Europa de Leste. Aparentemente os papéis inverteram-se: o popular Danny é agora um desempregado a fugir de cobradores a quem nunca devia ter pedido dinheiro. E Howie é um excêntrico milionário da alta finança que sonha criar o mais invulgar retiro alguma vez imaginado. O castelo, agora em ruínas, é um lugar afundado numa herança de sangue e orgulho, invocando todos os elementos do gótico: um lago, catacumbas secretas, uma velha baronesa e uma torre misteriosamente intacta...
Após a sua chegada, Danny começa a perceber que cometeu um erro terrível: aquele refúgio perfeito transforma-se no único lugar de onde se devia manter afastado para sobreviver. Num ambiente de total paranóia, a ruína torna-se no cenário ideal para a derradeira vingança de Howie. Desta vez, uma brincadeira com resultados ainda mais catastróficos.
Enquanto isso, um homem cujo nome desconhecemos encontra-se numa prisão de alta segurança por ter cometido um crime misterioso. Na sua cela, escreve uma história inesquecível: a de dois primos que se reencontram vinte anos mais tarde para restaurar um castelo em ruínas na Europa de Leste...


Críticas da imprensa:
"Nesta novela Neo-gótica, Egan mostra que a imaginação é a maior de todas as drogas. Uma lufada de ar fresco na literatura contemporânea."
The New Yorker

"A Ruína, está a conseguir maior atenção da imprensa mundial do que o seu anterior livro, finalista do National Book Award."
Bookmarks Magazine

"Uma novela assim tão atrevida faz-nos pensar num dos mistérios mais tenebrosos. O mistério da percepção e da incerteza: onde começa a imaginação e termina a realidade... ou onde se cruzam?"
The Los Angeles Times

"Egan é uma escritora excepcional e inteligente. Umas das vozes mais interessantes da literatura contemporânea."-The Washington Post
"Visionário, hiper-realístico! O poder criativo de Egan em velocidade cruzeiro. A Ruína lê-se como Kafka, Calvino ou Poe, onde o absurdo cruza o surreal."-Elle
"Cativante. Ao terminarmos a leitura ficamos espantados com o quão real ela tornou este livro... perturbante, fantástico... credível."
The Oprah Magazine


A autora:
Jennifer Egan nasceu em Chicago e cresceu em San Francisco.
Frequentou a Universidade de Pennsylvania e o St John's College em Cambridge.
Nota:
Este livro, cujo título original é "The Keep" tem uma página na internet.


A minha opinião:
Esta sinopse leva ao engano do leitor. Enganou-me e bem! Eu a pensar que ia ler um fantástico thriller e eis que surge algo completamente diferente.
A história do castelo e dos dois primos foi por vezes contagiante e envolvente, mas de repente vemos que nada desta história é real! O que eu pensava que era o enredo principal torna-se de repente em algo secundário, e o verdadeiro enredo principal o que é na verdade real vais-se revelando aos pouquinhos.
A realidade é que um homem, de seu nome Ray e que está preso por ter morto um homem, está a escrever a história dos dois primos e da renovação de um castelo em hotel.
Mas tenho que confessar que por vezes a leitura torna-se um pouco estagnada e tive mesmo de fazer um esforço para continuar. Mesmo assim gostei muito mais do enredo secundário do que o correspondente à realidade. Isto deve-se com toda a certeza à minha veia de romântica que ficou muito insatisfeita no fim.
(19 de Outubro de 2007)

quinta-feira

A birth mark on the right shoulder!
An one as big and as dark as that! Arre baap re!
This is of some terrible significance...
Despite his grandmother’s gloomy prophecy, Rattan grows up leading a charmed life – first in Delhi, surrounded by his affluent, adoring family; then at Boston University where he acquires a cosmopolitan sophistication.
When he returns to Delhi, and the family business, Rattan is happy to fall in with his parents' plans for an arranged marriage; his young bride is somewhat dazzled by the splendor of her new home, but her new husband is handsome and the prospects look good.
Then tragedy strikes. Needing to put the past behind him, Rattan takes a job in Cairo.
Nalini is the daughter of the Indian Ambassador to Egypt. Since the death of her mother, she has accepted the diplomatic duties that her father's post carries with it, but is chafing under the lack of freedam and sorely missing her friends. Perhaps that is why she warms to Rattan: he, too, must be homesick, a stranger in a strange land.
As their frendship develops, Rattan and Nalini progress cautiously towards love. But Rattan's past lies in a circle of silence is broken, Nalini must decide where her heart lies.
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Uma bela história de amor com muito mistério, crime e desilusões em nome do amor.
Apesar de a parte da história que decorre no Egipto ser um pouco parada, o resto do livro vale a pena ser lido!
(12 de Setembro de 2007)

domingo


Este pequeno livro contém duas histórias. Duas excelentes histórias!
Quanto à primeira:
"Nova Iorque, meados do século XX.
Há algo de comum na misteriosa sucessão de mortes que está a acontecer: todos os cadáveres têm uma tatuagem idêntica, num dos pulsos. Nos jornais fala-se de uma associação criminosa, uma Mafia Assassina, que continua os seus crimes impunemente...
O chefe dos assassinos dava-lhes ordens sem nunca se deixar ver. Eles não o conheciam. Sabiam apenas que a traição de pagava com a vida..."
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Esta primeira história tende mais para o policial tradicional.
Envolve a criação de uma poderosa organização criminosa, chamada a "Mafia Assassina", cujo chefe é totalmente desconhecido a todos embora esteja sempre informado de tudo o que se passa, dentro e fora do mundo da Lei e da Justiça. Com excelentes infiltrados esta organização rapidamente espalha os seus tentáculos, dominando o mundo do crime.
Mas alguém tem planos diferentes para esta organização... planos infernais. E não se deixará deter por nada nem ninguém até atingir os seus objectivos, até às últimas consequências, até mesmo à morte...
Um final verdadeiramente surpreendente com uma viravolta completa de 180º!
Quanto à segunda história:
Esta é mais um mistério/thriller à Agatha Christie, cujo título é "A escola da Abadessa". Mas que achei muito, muito bom.
Um detective é contactado para investigar um estranho rapto, o rapto do único filho do duque de Holdernesse.
O jovem, de 10 anos, desapareceu de um segundo andar sem qualquer pista. Mas na mesma noite desapareceu outra pessoa, uma pessoa altamente respeitada na escola e acima de qualquer suspeita, o professor de alemão, o senhor Heiddegger.
Um mistério com um final absolutamente surpreendente que nenhum leitor o descobrirá sem ler a história até ao fim.
(3 de Agosto de 2007)

terça-feira


'Não há dúvida que ler Ruth Rendell é um acto sempre cheio de surpresas. "A Mulher com Véu", romance em que através do inspector Wexford a autora faz passar múltiplos fios que se cruzam, é mais uma vez uma história ao mesmo tempo sombria, emocionante e certeira, que se lê apaixonadamente.
De Ruth Rendell a Caminho de Bolso já publicou os notáveis livros que são "A árvore das Mãos", "Um Bando de Corvos", "Carne Eléctrica" e "Boneca Assassina".'
"(...) podia ter morto sem motivação, ou sem o género de motivação que seria compreensível para um homem racional. Por exemplo, supondo que não encontrara um cadáver e julgara que era o da sua mãe, mas sim que vira uma mulher que lhe lembrara a mãe nos seus piores aspectos e por essa razão matara."
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Gwen Robson, a vítima, tratava-se de uma mulherzinha sem escrúpulos, interesseira e chantagista. Tendo por isso, supostamente, muitos inimigos- quase toda a população!
Após um normal dia da semana em que Gwen se dirigira ao centro comercial, esta aparece brutalmente assassinada no parque de estacionamento do mesmo, estando o seu corpo oculto por uma mortalha suja de veludo castanho. Mas afinal quem era a mulher jovem 'bem vestida' que tinha sido vista a falar com a vítima momentos antes de ter sido assassinada?
A investigar este estranho caso estão os detectives Burden e Wexford. Mas logo no início da investigação Wexford torna-se uma vítima de uma bomba que estava no carro da sua filha. Apesar de escapar com vida, mas com bastantes ferimentos, é Wexford que no fim desvenda toda a motivação deste horrendo crime e o verdadeiro assassino.
Por seu lado, o detective Burden considera como principal suspeito um homem que foi visto a fugir apressadamente do local do assassínio (Clifford Sanders). Clifford é um homem adulto mas que se veste e que se comporta como um adolescente da década de 50. Clifford tem uma mãe demasiado protectora (ao nível da asfixia), a qual tem, além de um passado muito mal explicado, muito mais a esconder e proteger do que o que demonstra inicialmente. Uma relação mãe-filho completamente anormal, em que a mãe não ama o seu filho e este apenas odeia profundamente a sua mãe.
Excerto:
"Tinham estado a sair peões, esporadicamente, desde que Archie ali se sentara às quatro horas. A sua respiração embaciara o vidro e ele limpou-o com a manga do casaco, afastando o braço a tempo de ver alguém sair pelos portões a correr. Era um homem novo- um rapaz para ele-, de mãos vazias, correndo como se todos os demónios do Inferno fossem atrás de si.
(...) a mulher reapareceu, caminhando agora de um modo sorrateiro e decidido de um gato rumo à presa.
Quando chegou aos portões, agarrou-os (...) parecia só agora ter tomado consciência de que o cadeado estava fechado e ela não tinha a chave para o abrir, e começou a sacudir os portões. Os seus olhos não estavam postos nele, mas sim na cabine telefónica, que se encontrava apenas a alguns metros de distância, mas arreliadoramente, do lado de fora dos portões.
(...) -Tenho de telefonar à polícia! Está ali uma pessoa morta. tenho de telefonar à polícia... está ali uma mulher a quem tentaram cortar a cabeça!"
(15 de Maio de 2007)

quinta-feira

    Este livro é o segundo desta autora publicado através da colecção «O fio da navalha». O ponto de partida é o caso de uma escritora fugitiva que estranhamente abre a porta ao próprio assassino, expondo-se a uma morte atroz e violenta. À medida que a Dra Kay Scarpetta, médica legista, e o polícia Marino investigam o estranho caso, mais próximos estarão deste assassino invulgar, arriscando mesmo as próprias vidas.Já há muito tempo que não lia um livro tão rapidamente e avidamente!

    (04/01/2007)